PASSIVO AMBIENTAL em postos de combustíveis

Na área de postos de serviços, o subsolo e a água subterrânea estão permanentemente expostos ao risco de contaminações. Potenciais causas e fontes de contaminações em áreas de posto podem ser:

  •  defeitos técnicos (tubulações): tanques, bombas, etc.;

  •  manuseio impróprio de combustível: vazamento "às gotas" durante o abastecimento de automóvel;

  • vazamentos   acidentais   ocorridos   durante   abastecimento    dos    tanques  (super-abastecimento) ou durante o abastecimento de automóveis;

  • estocagem inadequada ou manuseio impróprio de resíduos do posto (p.ex. na área de troca de óleo, lavagem de automóvel)

 

Um programa completo de investigação técnica em postos tem como objetivo:

identificar e quantificar a contaminação no solo e lençol freático

 

Caso haja risco ambiental, deve ser elaborado PLANO DE REMEDIAÇÃO.

 

No “Procedimento para identificação de Passivos Ambientais em Postos de Combustíveis” da CETESB está previsto um procedimento em 3 fases para evitar um custo desnecessário em estabelecimentos que não apresentam riscos ambientais.

Avaliação Preliminar (Fase I)

    Objetivo:

   EXISTE UM PASSIVO AMBIENTAL OU NÃO?

 

Importante: Caso seja encontrada evidência de contaminação,

o trabalho pode ser encerrado,

havendo necessidade de uma avaliação detalhada (segunda fase).

Avaliação Detalhada (Fase II)

    Objetivo:

Qual é o volume de solo contaminado e qual é o impacto em relação à água subterrânea?

 

Para atingir este objetivo devem ser seguidas as orientações do

 “Manual de Gerenciamento de Áreas Contaminadas”

da CETESB para poder avaliar o risco de uma contaminação dos “bens a proteger”.

Nesta fase, a empresa de consultoria deve elaborar um projeto de remediação individualizado, que atenda às necessidades ecológicas e à viabilidade econômica.

Projeto de Remediação (Fase III)

A qualidade da avaliação preliminar (fase I) e da avaliação detalhada (fase II) são de extrema importância para a elaboração ecologicamente eficiente e economicamente viável de um projeto de remediação.

 

A remediação visa à eliminação de um risco ambiental

 

Nem sempre é necessária a total remoção do solo contaminado (uma vez que isto é o método que gera o maior custo). Existem diferentes técnicas “in situ” que, dependendo das condições especificas do local eliminam o risco ambiental sem que o posto pare de funcionar.

É importante lembrar que:

  • O êxito do processo de gerenciamento ambiental de áreas contaminadas está diretamente relacionado à experiência e ao profissionalismo da empresa que o realiza, uma vez que a eficiência de uma fase depende da plena realização da fase anterior.

  • Quanto mais antigo o posto, é mais provável que ele apresente um passivo ambiental;

  • Quanto mais exatas as informações sobre históricos de vazamentos, transbordamentos etc., menor será o custo da avaliação preliminar (mesmo vazamentos antigos devem ser informados à empresa de consultoria, pois eles permanecem no solo);

  • Não existem programas de computador que “podem permitir” a presença de combustível no solo e na água subterrânea.

Quem estabelece valores de limite é a CETESB.

 

 

 

 

 

 

 

 

         

 

 

 

 

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